sexta-feira, 8 de junho de 2012

Inocência da Imaginação

O meu mundo cai por si
Nestas ruas sem fim,
E o mundo cai,
Porque permanece uma escuridão
Sem coração.

Passeios nas margens do rio,
Ultrajes e cabeças por um fio,
Seus trastes, seu trio,
Que caminhavam simplesmente ao frio.
E arrastam-se sem preocupação,
Como se o mundo fosse deles,
Como se as noites fossem eternas
E as manhãs tão reles.
Perguntam ainda que horas são;
Ao qual ninguém responde:
São horas em vão!
É óbvio que depois ficam fulos,
Ficam perdidos e nostálgicos,
Ficam sem nada que lhes lembre
Onde estavam há 8 horas atrás.
Então um amigo nos diz:
Não tens noção!
Não tens reacção para nada!
Talvez fosse melhor estar calado,
Mas enfureces-me com essa tua irresponsabilidade!
E realmente este amigo até tem razão.
Afinal sou apenas um infortunado
E desleixado.
Sou como algo antigo;
Outrora usado.
Parece-me que no fim disto tudo,
Eu é que sou aquele amigo,
Que faz parte daquele grupo,
Cuja localização de há 8 horas atrás
É desconhecida.

Passam-se tempos eternos,
Pessoas falsas e verdadeiras,
Batimentos cardíacos que lutam por um lugar no mundo,
Amigos e namorados,
Enfeites e casados,
Todos somos arrastados
Por um enorme episódio das nossas vidas,
Como o que eu descrevi há pouco,
Com palavras tão queridas.

08-06-2012

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